Quando uma empresa fecha câmbio, costuma olhar a cotação do dólar do dia. Só que a taxa que aparece na tela não é o custo real da operação. Entre a cotação de referência e o valor que a empresa de fato paga existe uma margem, o spread. É ela que mais pesa no resultado e menos aparece na conta, e a maior parte das empresas não sabe quanto está pagando. Existe um número que mostra isso com precisão, e ele é obrigatório.
O que é o spread cambial?
O spread é a diferença entre a cotação de referência do mercado e a taxa que a instituição pratica na sua operação. Quando o dólar está a R$ 5,00 no mercado e o banco vende a R$5,10, esses R$0,10 por dólar são o spread. É assim que a instituição remunera a operação de câmbio.
O cálculo é simples: basta comparar a taxa que você pagou com a cotação de referência daquele momento. A diferença, em reais por dólar ou em percentual, é o spread.
Por que ele não aparece na cotação
O spread não vem destacado como uma linha à parte. Ele já está embutido na taxa que a empresa vê e aceita. Por isso passa despercebido: quem fecha câmbio a R$ 5,10 raramente sabe que a referência era R$ 5,00 e que pagou R$ 0,10 de margem.
Sobre essa taxa ainda incidem outros custos: o IOF, cuja alíquota muda conforme a finalidade da operação, e as tarifas cobradas pela instituição. Somados, eles formam o custo real, que quase nunca é o número anunciado.
O número que mostra o custo real: o VET
Existe um indicador que reúne tudo isso: o Valor Efetivo Total (VET). Ele soma a taxa de câmbio, o IOF e as tarifas e divide pelo valor da operação, mostrando quanto a empresa paga de fato por cada unidade de moeda estrangeira.
O VET não é opcional. O Banco Central obriga as instituições a informar o VET antes de uma operação de envio ao exterior, justamente para o cliente comparar antes de fechar. Há ainda o Ranking VET, ferramenta pública do Banco Central que mostra o valor médio praticado por cada instituição. Ler o VET, e não apenas a cotação, é o que revela o custo verdadeiro.
Por que isso pesa na margem
Alguns centavos por dólar parecem pouco quando vistos de forma isolada. Em escala, não são. Numa operação de US$ 250 mil, um spread de 1% representa cerca de US$ 2.500 a menos. E o câmbio não é um evento único: ele se repete em cada pagamento a fornecedor e em cada recebimento de exportação. Um spread alto não tira margem uma vez, tira todo mês.
É por isso que o spread é o custo que mais aparece no resultado do ano e menos aparece na hora de fechar a operação.
O Intex Bank mostra o custo antes de fechar
No câmbio comercial e financeiro do Intex Bank, a empresa vê o custo da conversão antes de executar, com spread transparente e cotação em tempo real. A API de câmbio leva esse custo para dentro do sistema da empresa, e o VET fica claro em cada remessa internacional. Para prazos mais longos, as operações de hedge cambial travam a taxa e reduzem o efeito da variação.
O ponto é saber quanto se paga antes de decidir, em vez de descobrir depois.